A Arte da Virtude na Política: O Diálogo com Convicção

Acredito que, nas áreas da economia, justiça, saúde, educação e tantas outras, podem coexistir diferentes opiniões.
O diálogo sobre essas diferenças não é uma fraqueza, é a força que permite o aperfeiçoamento das ideias.

Mas a democracia não é complacência, e o diálogo nem sempre gera consenso. É preciso convicção nas nossas ideias para podermos testá-las e aprimorá-las, pois o espírito que acredita numa ideia é o mesmo que a melhora.

O centro político moderno, guardião da democracia, não se deve deixar adormecer. A sua responsabilidade é enorme: manter vivo o espaço onde as diferenças se encontram, mas onde a verdade não se dilui.

Assim, é importante que o PSD e o PS não cedam ao discurso extremado que hoje nos rodeia, mas também que não confundam a força das suas convicções com extremismo. Precisam de a ter, porque uma democracia viva é, antes de tudo, uma democracia resistente.

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