A Casa da Vida

O mundo é uma casa, não nossa por direito, nem porque sempre aqui estivemos, mas porque nos foi dada no nascimento.
As suas regras não fomos nós que as escrevemos: já existiam e continuarão a existir.
Foram feitas pela natureza, e são a própria vida.

Temos liberdade para quebrar essas regras, mas não para fugir às consequências.

Cumpri-las conduz à harmonia:
a uma vida realizada, de consciência tranquila, mesmo na infelicidade que faz parte da condição humana.
Podemos enfrentar dificuldades e tragédias, mas temos uns aos outros, e as dificuldades superam-se quando vivemos com retidão.

Ignorar essas regras conduz à morte, porque certos comportamentos simplesmente não se encaixam na vida e ela acaba por os excluir.
E como temos liberdade, a morte não vem de imediato, antes aparece a miséria:
a violência uns contra os outros, a traição, a destruição mútua.

Todos nós já magoámos alguém, e assim contribuímos para esse cenário.
Todos nós já fomos bons para alguém, e assim ajudámos a construir o outro: o da vida que vale a pena.

Que este segundo se multiplique,
para que a vida não feche a porta diante de nós,
e para que, enquanto a tivermos,
ela seja o melhor que pode ser.

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